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ACSP: Em ato, empresários e entidades defendem diálogo com Congresso sobre PEC 45

Lideranças do setor e diversas entidades coordenadas pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) participaram na segunda-feira (17), na capital paulista, de um ato contra o aumento de impostos, o desemprego, as PECs 45 e 110, a simplificação tributária e a desoneração da folha de pagamento. No evento, estiveram presentes mais de mil pessoas, entre empresários, sindicalistas e políticos.  O diretor de Patrimônio, Claudio Aníbal Cleto, representou a Associação Comercial e Industrial de Barueri (ACIB).

Há 125 anos defendendo o empreendedor paulistano, a ACSP entende que as propostas não atendem a esses objetivos e que falta diálogo por parte do Congresso para explicar todos os pontos. “Chegamos à conclusão que a população, os empresários e a sociedade não estão sendo ouvidos”, diz o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto. “Queremos falar aos nossos políticos para que haja uma melhor explicação sobre estas propostas e para nossas sugestões sejam ouvidas”, disse.

Para Cotait, as PECs 45 e 110 não atingem os anseios da população. “Queremos também a desoneração da folha de pagamento para que possamos gerar mais empregos. E por isso precisamos de uma discussão ampla sobre o que está sendo feito em Brasília”, completou.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Barueri e vice-presidente da Facesp, Moacyr Felix, “existe um risco real de que micro e pequenos empresários cheguem à falência caso as propostas sejam aprovadas”.

O evento teve a participação de Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, que alertou: “Se forem aprovadas do jeito que estão, microempreendedores que têm 1% de lucro, e que sequer precisam fazer contabilidade, vão pagar tributos de mais de 20% sobre seu faturamento. Isto levaria quase todas estas pessoas a falência”, avaliou.

Segundo Luigi Nese, presidente fundador da Confederação Nacional de Serviços (CNS), a reforma já deveria ter acontecido. “Fazemos um trabalho para tentar a redução da carga tributária há 20 anos. Se tivesse feito isso antes, agora estaríamos em uma situação econômica muito melhor.”

“Queremos defender a reforma tributária, a redução da carga tributária e a redução da folha de pagamento, especialmente no setor de serviços, que é o que mais emprega no país,” finalizou.

Membros do Congresso também defenderam que haja mais diálogo na discussão sobre o texto final das PECs 45 e 110. De acordo com o senador Major Olímpio, foi contratada uma consultoria para a formulação das propostas. “É preciso que os políticos que estão discutindo as PECs 45 e 110 escutem mais a população e os empresários antes de definirem o que vai para votação, para que estes setores não sejam os mais prejudicados”, afirmou.

Embora existam pontos de discórdia, a ideia de uma reforma tributária vai de encontro ao que pensam os empresários. “Não somos contra mudar a maneira como os impostos são cobrados, pelo contrário. Apoiamos as mudanças, desde que esta seja feita de forma adequada, atenda aos anseios da população e favoreça o pequeno empresário, que é o maior empregador do país”, completou o presidente da ACSP.

 

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