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Cadastro positivo pode diminuir taxa de juros a bons pagadores

Na foto: O deputado federal Walter Ihoshi recebeu o presidente da ACIB, Moacyr Felix, em Brasília

 

Pequenos empreendedores e o consumidor do dia a dia serão os primeiros a sentir a diferença no bolso

 
Quando se é pequeno empresário ou consumidor comum no Brasil, o caminho para se conseguir empréstimos e financiamentos acessíveis e com boas condições de pagamento, ou seja, sem juros elevadíssimos, é quase inexistente.
Isso porque, atualmente, apenas quatro instituições bancárias detém cerca de 80% dos meios de concessão de crédito do país. Boa parte do montante disponível, porém, quase nunca chega às mãos do empresário ou cidadão mais carente de aporte financeiro, indo quase que exclusivamente parar nos cofres de grandes empresas e corporações consolidadas.
As consequências deste cenário, segundo o deputado federal Walter Ihoshi, são injustas com a maior parte da população.  

“Aquele que realmente precisa, acaba tendo como único recurso se sujeitar à financeiras, que praticam taxas abusivas por saberem como o mercado de crédito é restritivo”, avalia.

 

Olhar positivo

 
Pensando nesta realidade e procurando alternativas que pudessem reverter o cenário da concessão de crédito no Brasil, com um olhar mais democrático para as possibilidades dos pequenos empreendedores e do cidadão brasileiro, o deputado procurou referências em modelos bem sucedidos em países como Estados Unidos, Alemanha, China, México, Argentina e Chile para propor a normatização do Cadastro Positivo no país.

“O mau pagador acaba balizando a forma como o crédito é concedido, sem a existência de dados preliminares que dêem condições diferenciadas àquele consumidor que é bom pagador”, explica.

“No Brasil, vemos que a economia tem se estabilizado, a inflação está controlada, os juros caindo, mas estes resultados não são refletidos no bolso do consumidor, do pequeno empreendedor. As taxas de cartão de crédito e do cheque especial estão lá em cima, os bancos estão cobrando juros altíssimos e nós não temos escapatória senão pagar”, contesta.
O Cadastro Positivo propõe que todo consumidor seja automaticamente incluso em seus registros, que obedecerão regras estabelecidas pelo Banco Central e Ministério da Fazenda para atribuir uma pontuação ou score por cada compromisso pago devidamente.
A intenção é que, ao longo do tempo, essa avaliação conduza para a redução de juros e condições mais favoráveis de crédito aos bons pagadores e ajude a movimentar a economia em si, injetando mais dinheiro no mercado.
“Existem muitos pequenos consumidores que, por exemplo, não tem conta em banco, não tem crédito aprovado, mas fazem crediário em redes varejistas. Esse consumidor paga mensalmente seu compromisso e, ao longo do tempo, pode ser que ele consuma uma série de produtos que motivarão a abertura de novos crediários ou similares e assim por diante”, descreve Ihoshi.
“Através destes registros, ele poderá participar do sistema porque as informações de água, eletricidade, serviços essenciais e pagamentos, como o crediário, lhe permitirão ter um score ou pontuação e, por consequência, ser considerado um bom pagador na hora de solicitar financiamentos”, demonstra.
Apesar da inclusão automática, permanecer no Cadastro Positivo não será obrigatório. Após a aprovação da lei, que ainda precisa ter um pacote de emendas e destaques votado pelo Congresso para entrar em vigor, todas as pessoas serão notificadas sobre a existência de seus nomes nos registros e informadas sobre como proceder caso queiram solicitar sua exclusão, a qualquer momento.
Segundo parlamentar, que foi o relator do projeto de lei na Câmara dos Deputados, não existe risco de que informações sobre histórico ou comportamento de compras sejam enviados ao sistema. “O bureau teria acesso somente à pontuação atribuída ao consumidor em virtude de sua adimplência ou inadimplência”, conclui.
 
 
 

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